HISTÓRIA - MUSEU BRASILEIRO DA ESCULTURA
Sediado em um edifício projetado por Paulo Mendes da Rocha, arquiteto ganhador do prêmio Pritzker em 2006, o principal prêmio em âmbito mundial da área, o MuBE observa com cuidado, na definição de sua própria identidade, dois modelos internacionais: o Palais de Tokyo, em Paris, espaço para novos artistas e a Fundação Cartier, também, na capital francesa, muito livre ao elaborar sua programação cultural. Embora tendo, como foco principal, a escultura, atua, também, nas áreas de pintura, fotografia, teatro, cinema, arte urbana, música.
Depois de pesquisas, o MuBE encontrou dois novos nichos de público, que pouco eram atendidos pelas instituições paulistanas: os adolescentes de 13 a 18 anos e os idosos. Então, a direção do museu reconfigurou a grade de ateliês, cursos, eventos de cinema e exposições, tentando atingir esses dois perfis. A visitação e a frequência do MuBE, então, cresceram; hoje recebe cerca de 80 mil visitantes/ano.
Paralelamente à 29ª Bienal, o MuBE apresenta um evento pioneiro na cidade, a 1ª Bienal Internacional Graffiti Fine Art, com cinquenta e seis artistas das mais diversas vertentes do graffiti.
O Museu tem, em seu acervo, peças de artistas prestigiados na linguagem escultórica, no país, como: Francisco Brennand, Yutaka Toyota e Arcangelo Ianelli, apesar de, conceitualmente, não ter aquisição de obras como uma de suas finalidades.
No segmento da arte contemporânea, o MuBE realizou o cruzamento entre a linguagem fotográfica e a linguagem da moda, nas exposições de Guy Bourdin e David La Chapelle, por exemplo, ou quando serviu de espaço de debates, sediando encontros com com nomes importantes da fotografia contemporânea, brasileiros e estrangeiros. Outras mostras se tornaram referências nas artes da cidade, como Max Ernst, em 1977, De Chirico, em 1998, e César, realizada no ano seguinte e, em 2010, outro viés da produção de Victor Brecheret , “ Mulheres de Corpo e Alma”.